Há em ti uma força que não se explica. Algo que não cabe no olhar alheio, nem no nome que ousam te dar. És o que és, e isso basta para fazer tremer os alicerces do mundo. Tua vitória não precisa de plateia. Ela é íntima, como um sussurro, como o vento que modela as pedras sem que ninguém perceba. És feita de uma matéria antiga, um mistério que atravessa o tempo, que vem de vozes caladas e de mãos que ergueram sonhos no impossível. Cada passo teu é revolução. Não por querer mudar o mundo, mas porque, ao existir, tu o recrias. És guerreira, sim, mas não por lutar. Por resistir em silêncio, por transformar o cotidiano em poesia, e a dor, em uma beleza só tua. O que te move não é a vitória, mas o pulsar da vida em tua pele. És capaz porque és. E isso, ainda que calado, é a mais alta forma de gritar.
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